No dia 30, comemora-se o Dia do Tradutor. Para marcar a data, a Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET) organizou uma série de atividades.


No final de 2022, o lançamento do ChatGPT, da OpenAI, chamou a atenção da humanidade para os mais recentes desenvolvimentos da inteligência artificial: a geração automática de texto, supostamente idêntica à produção de texto humana. Desde então, o uso da ferramenta de geração de texto tem estado no centro da discussão: deverão as ferramentas de inteligência artificial ser permitidas ou banidas? Serão as ferramentas realmente capazes de produzir texto de forma capaz, viável e idêntica à produção humana? Este minicurso tem como objetivo suscitar algumas questões sobre a utilização das ferramentas de geração automática de texto, desde a execução das tarefas mais básicas até a realização (indevida) de trabalhos acadêmicos e científicos. Realizando várias tarefas de natureza prática, iremos ver como, especificamente, na base da geração automática de texto se encontram sofisticados sistemas de tradução automática. O minicurso termina com uma questão para reflexão: estará a inteligência artificial a colonizar, por via do inglês, as restantes línguas por via da tradução automática’.

O escritor Kiran Bhat é um viajante incansável, tendo visitado 148 países e vivido em 25 cidades ao redor do mundo. Ele domina 12 línguas, incluindo o português. Conhecido como o escritor do romance We of the Forsaken World, Kiran possui uma vasta experiência literária, com diversas publicações em renomadas revistas literárias. Além disso, ele é um apaixonado por línguas estrangeiras, tendo publicado escritos em cinco idiomas diferentes.

Desde a invenção da tradução automática, nos anos 60 do século passado, a área tem sofrido vários processos de mudança. Tendo começado como tradução automática baseada em regras, evoluiu, depois, para a tradução automática de base estatística, a que se seguiu a fase da tradução híbrida, e, mais recentemente, a era da tradução automática neural. Com os novos desenvolvimentos, a tradução automática adquiriu novas “capacidades”, que lhe permitem obter uma qualidade de tradução que, para muitos seres humanos, é idêntica – senão mesmo superior – à qualidade alcançada pela tradução humana. Estes desenvolvimentos permitiram que a tradução automática passasse a ser integrada em todos os processos, desde a simples pesquisa de informação até à tradução automática profissional, passando pela implementação em todas as práticas sociais. Partindo deste contexto, esta sessão traça brevemente o percurso da tradução automática, das suas origens até à atualidade, para questionar o estado atual do ramo da tradução, as suas forças, as suas fraquezas, as suas oportunidades e as suas ameaças. Recorrendo a exemplos práticos, veremos como a tradução automática reproduz cada vez mais as práticas humanas, nas suas virtudes e nos seus defeitos, bem como o seu impacto no ramo da tradução profissional. A apresentação termina com uma discussão sobre o futuro da tradução na era da inteligência artificial.